CORPO–GRAFISMOS 
 mostra de experimentos com desenhos feios

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Bruna Vidal
Campo Grande – MS, @broovidal


Entrei no curso de Desenhos Feios sem saber exatamente o que esperar dele. Talvez aprenderia literalmente a desenhar desenhos “feios” – o que seria muito divertido também! Nunca havia feito nada em relação a desenho, nem sabia que, no fundo, eu sabia desenhar. Foi isso que o curso me mostrou – que eu posso desenhar, que está dentro de mim, do meu corpo, nos meus movimentos, na minha respiração, e que o lápis e o papel são as ferramentas que me ajudam a expressar a arte que já está aqui, comigo.

Nossos encontros semanais me abriram a mente para entender que desenho vai além do esboço, da finalização, e que não há regras, não há leis. Há você, sua experiência, sua verdade, sua presença, papel e lápis.
E coisas muito interessantes podem sair disso.

O curso foi muito além do que eu esperava. Foi uma breve e bela jornada dentro de mim mesma, compartilhada com a ajuda de um lápis e um papel, junto a pessoas incríveis. Agora sigo desenhando, sem medo, aquilo que vejo, que sinto, que experimento, que respiro!



Felipe Silva
Belo Horizonte – MG, @felipeausi


Soube sobre o curso Desenhos Feios com a Helena por meio de amigos e confesso que pensei a princípio que seria um curso prático sobre como desenhar feio, com uma outra visão que não nos  detalhes e me surpreendi muito. De fato, com o curso pude compreender melhor sobre os métodos de pesquisa e ter descoberto outras formas de investigar e representar, a partir de outras perspectivas, sobretudo por estar começando agora a desenhar, foi uma experiência única. Entender melhor a relação do meu corpo e movimentos, identificando que nesse ato de experimentar descubro novas lógicas, me proponho novos problemas e diferentes questionamentos, está sendo fundamental enquanto pesquiso meus próprios procedimentos de criar.

Além do mais, o espaço que compartilhamos, ainda que virtualmente, propiciou excelentes trocas e provocações que sem dúvida nenhuma vão reverberar por muito tempo enquanto estudo. 

Finalizo o curso com um desejo por experimentar e descobrir mais sobre os Desenhos Feios e com esse novo mundo de possibilidades.



Hanz Ronald
São Paulo – SP,
@hanzronald


Sou artista em formação e venho de uma pesquisa principalmente pautada no corpo, no queer e na abjeção da contemporaneidade. Investigo modos de me expressar por meio do desenho, da pintura, da escultura, e da gravura.  

Foi uma experiência completamente nova. Já vinha buscando uma maneira de pesquisar uma forma diferente de desenho e todo o encontro que a Helena me proporcionou com o curso foi muito além do desenho. Toda a forma de explorar e pesquisar através de um desenho que não precisa se conter a norma, se desprender de uma perfeição e noção do que é “belo” foi muito libertador e positivo. 

Para mim o curso foi muito transformador, me trouxe uma nova visão de ver o desenho, de ver a arte e consequentemente de ver o mundo. Me trouxe uma forma de entender e sentir o mundo de uma maneira diferente. Parece bizarro falar isso, mas foi um curso que me transformou para além dos conceitos só do desenho, existiu uma mudança em mim e em como eu vejo o mundo. 



Iansã Negrão 
Salvador– BA,
@iansanegrao


Iansã Negrão é formada em jornalismo pela Facom/Ufba, mas se apegou à imagem. Trabalhou como editora de arte no jornal A Tarde — seis vezes premiada pela Society for News Design entre 2010 e 2012. Fez ilustrações, diagramas e desenhou páginas para os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e para publicações da Editora Abril. Como editora de arte do jornal baiano Correio — acumula prêmios de melhor capa do ano, melhor projeto de redesenho para edição de fim de semana e ouro, prata e bronze para desenhos de páginas (ÑH18 e ÑH19 — divisão da iberoamérica da SND). Em 2016, integra o núcleo curador da Pedra Papel e Tesouro, feira de arte, paisagismo e impressos em Salvador (Ba) e assina as peças gráficas do projeto. Como ilustradora, participa da exposição coletiva Cabeças no MAM da Bahia em dezembro de 2016. Fez parte dos estúdios Quimera, Santo design e atualmente é criadora na casa Grida.

Primeiro, não parei de desenhar com o advento da alfabetização lá atrás. Depois, jornalista-designer e mãe de nina. Agora–sempre acredito que o desenho é transcomunicação com a matéria.

Desenhar feio é flutuar


Helena é um cosmo. Um mapa. Um software. Um programa que, para rodar, precisa do usuário simplesmente abrir-espaço-ouvir-o-corpo. Desenhos Feios acabou. Eu continuo desenhando — como antes, só que a 30cm do chão.



Isadora Bertholdo
São Paulo – SP, @isabertholdo


o desenho no papel é apenas uma consequência do desenhar que nosso corpo faz.

sou uma designer gráfica carioca que odeia calor, mas virei paulista de um tempo pra cá. percebi recentemente que sei desenhar e agora quero descobrir que faço arte também.




Jonnatas Souza
Sorocaba – SP, @ojonnatas


A liberdade está atrelada com a visão que temos do mundo. Nesse caso, o corpo. No curso Desenhos Feios, pude experimentar um ato ilustre de liberdade. Desconstruir a forma em que pensamos nosso processo de criação foi primordial para o desenvolvimento das artes que criamos em aula.

Vivemos uma era onde imagens estão perpetuadas em nosso subconsciente e sem perceber acessamos essa galeria automaticamente. Esta oficina nos leva a pensar diferente, sentir o reverberar do corpo, se abster desse repertório, e estabelecer um contato íntimo com nosso corpo, nos permitindo sentir e desenhar ao mesmo tempo combinado com o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de desenho.

Eu sou Jonnatas, designer apaixonado por tipografia e intervenções em superfícies. Rabisco papéis, paredes e roupas.




Julia Ribeiro
São Paulo – SP, @carcomidinha


Sou arquiteta e urbanista e fiz especialização em design e humanidade. Pesquiso constantemente processos relacionados à cadeia alimentar, seus espaços e relações humanas. Atuo profissionalmente com projetos de supermercados, restaurantes e bares. Desenvolvo também uma prática artística de ilustração e aquarela.

Neste curso, desconstruimos uma visão achatada sobre o desenho. E a cada aula, com as práticas, discussão e colaboração, construímos novas perspectivas e experiências que ampliaram as possibilidades do desenho de uma forma surpreendente.



Julia Ostapeche
Curitiba – PR, @stpcheju


Sempre gostei de linhas tortas. Em Desenhos Feios - corpo humano entendi que essas linhas, nada mais são do que eu - e minhas várias partes de mim. Uma forma intrínseca de explorar o mundo interno, e fazer reverberar no externo. Um respiro na quarentena e a sensação contínua de movimento - o curso acaba, mas a vontade experimentar fica. E vamos de explorar tudo o que nos inspira. Como diz Helena: confie na sua brisa. E é o que ando fazendo :)

Finalizo o curso com um desejo por experimentar e descobrir mais sobre os Desenhos Feios e com esse novo mundo de possibilidades.



Marta Röhe
Rio ded Janeiro – RJ, @martarohesalomon


Jornalista e pesquisadora por profissão.

Fiz as duas edições online dos Desenhos Feios. Digo que é sobretudo um curso sobre sobre percepção, aprender a ver, mais do que sobre como representar o mundo. Na temporada sobre corpo humano, fomos convidados a desenhar a própria respiração, a escanear o corpo e até as vísceras. Mas como? Investiga-se _às vezes com grande desconforto, do não saber como. E, no caminho dessa investigação, vêm grandes presentes: o desenho de olhos fechados, como registro deixado pelo movimento do corpo, liberado dos contornos como ponto de partida, e até do controle da pinça de três dedos tão bem adestrada. O que fica do encontro do grafite com o papel é o resíduo de uma experiência.



Mateus Martelleto
Rio de Janeiro – RJ, @mateusmbr


Desde pequeno desenhava, mas com o tempo fui perdendo o hábito achando que meus desenhos não eram “bem feitos” o bastante, ou me sentia muito dependente de alguém para me guiar nesse caminho. Já fiz diversos cursos de desenho para “aprender como desenhar”, mas mesmo assim acabei abandonando o desenho. A partir do meu quarto ano na faculdade comecei minha jornada de experimentação em representações visuais, e me apaixonei por essa busca.
Criei a partir dessa decisão, projetos que misturam técnicas e materiais dos mais variados (mesmo sem nem ter nenhum contato anterior).


Depois de ver sobre a proposta do curso desenho feios percebi que era uma oportunidade de voltar a desenhar sem medo e quando entrei percebi também meu lado experimentador sendo instigado com apenas um lápis grafite e uma folha. Percebi que o desenho também é um lugar de experimentação, de movimentos e texturas (repetições de movimentos) muito vasto. E além disso percebi que o que represento visualmente não é a forma ou rabisco que está no papel e sim todo os momentos do processo que foi traçar, pintar, manchar, no papel. Isso mudou por completo a forma que entendo arte, desenho e me ajudou muito a voltar a desenhar.



Vivian Suto
São Paulo – SP, @vivisuto


Me chamo Vivian e sou Arquiteta e Urbanista. Tive contato com o desenho na vida adulta apenas na faculdade e de forma muito técnica, sempre escutando que para ser bom no desenho era necessário dom ou muita prática. Durante a pandemia o desenho virou uma forma de externalizar os sentimentos que tanto se acumularam com a falta de socialização. Quando vi o chamado para o curso de Desenhos Feios achei que pudesse ser interessante ter um horário semanal para me dedicar à prática e o resultado de toda essa experiencia, para além de especial, abriu horizontes do que é sentir o corpo, e desenhar sem anseios de se chegar à um resultado.

Ao fechar os olhos para as autocríticas de um resultado, foi possível apreciar a jornada e as sensações do momento real do desenho e experimentar repertórios, o que permite com que o resultado seja muito mais parte de você.